sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Novo seletor de entradas

Meus caros,
Acabei de projetar um novo circuito de chaveamento de entradas para o G4 e que equipará também a nova versão do V2, o V2-SE.
O G4 utilizava uma chave rotativa, embora selada e de boa qualidade, padecia pelo fato de ser mecânica.
O V2, por sua vez, possuia apenas 2 entradas selecionáveis via chave mecânica de 3 posições (com MUTE central).
Agora, tanto os G4 em produção como os novos V2-SE serão equipados com uma nova placa presa ao fundo do gabinete, responsável pela seleção digital das entradas através de reed-relays selados.
A indicação será por leds no painel frontal ou display subminiatura de 7-segmentos.
O G4 indicará P-1-2-3, sendo P de Phono, e 1, 2 e 3 para as entradas normais (CD, DVD, etc).
O V2, como não possui entrada de phono (de estado sólido) indicará 0-1-2-3 para a seleção das entradas de alto-nível.
Aos clientes com V2 em produção, não fiquem ansiosos, seus equipamentos demoraram alguns dias a mais por conta desta nova funcionalidade!
Para matar a curiosidade, segue uma amostra da nova PCB, a LPJ-iMUX. Input multiplexer.
LPJ i-MUX v1.0:

Além da:
1) Seleção de múltiplas entradas,
2) Possibilidade de uso com o pré-amp de phono conectado ao conjunto "0" de RCAs,
3) Iindicações com led puntual ou com display de 7-segmentos
4) Contará, também, com apossibilidade de inversão de fase das saídas (presetados na fábrica). Caso esteja usando com um amplificador de potência ou pré-amp de um estágio inversor.
Assim que estiver tudo OK, será publicado na página frontal do website para que os clientes que possuam o V2 possam convertê-lo ao V2-SE e os proprietários do G4 possam fazer o upgrade sem custo.
Grande abraço à todos.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tensão da rede

Meu cliente, citado no post anterior, colocou um estabilizador de uma centena de Reais protegendo sua parafernália audiófila de milhares de Dólares.
Voilà!
Problema resolvido.
Próximo passo:
Incluir o MOS-FET Regulator em todos os JUNO e Volkano mk.III.
Um simples regulador série usando como elemento ativo de regulação um MOS-FET tipo Enhanced da Internationa Rectifier (IRFZ 4xxx) resolverá os transtornos causados pela concessionária de energia elétrica.
Fica a dica:
  1. Invistam em um estabilizador e/ou condicionador de rede (UPS de preferência).
  2. Façam o aterramento conforme as diretrizes da concessionária da sua região.
  3. Instalem o dispositivo DR. Crianças, secretárias do lar e animais de estimação agradecem.
Grande abraço e boas audições!


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fontes de alimentação x tensão da rede

Esta semana tive um JUNO de um cliente que apresentou problemas pela segunda vez em menos de um mês.


O primeiro retorno foi um capacitor eletrolítico da fonte do +B (alta-tensão) que alimenta os ânodos das válvulas de saída que explodiu internamente por sobre-aquecimento.
Pedi ao cliente que remetesse o equipamento sem custo algum, pois estava dentro da janela de 90 dias.


Esta semana veio a notícia do mesmo cliente dizendo que um dos canais está com uma das válvulas avermelhando a placa (ânodo).
Ainda não recebi o veredito final dos testes preliminares que orientei-o a fazer na tentativa de isolar (remotamente) a fonte do problema.
Placa avermelhada significa falta de tensão na screen-grid (fio solto, capacitor defeituoso, resistor aberto, etc), ou desalinhamento dos elementos internos da válvula fazendo o cátodo tocar na grade ou algo pior.


Eu, na posição do cliente, também ficaria muito chateado (pra não dizer coisa pior) com um equipamento novo e caro, dando problemas com tão pouco tempo de uso!


Ainda não sei qual será o desfecho deste episódio, mas desde já, comecei a tomar algumas medidas preventivas e outras corretivas. Comecemos pelos problemas:
  • Um equipamento projetado para trabalhar em 115Vac (de 110 a 127 Vac - aceitável) TEM que trabalhar com esta especificação. A rede elétrica é muito diversa Brasil a fora. Temos regiões onde 90 Vac é o normal, e outras onde 137 Vac é o "padrão". Sem falar nas cidades onde o normal é o 220Vac (entenda-se 190 a 250Vac!) ou picos esporádicos que as concessionárias insistem em dizer que não ocorrem.
  • Vibração mecânica. Diferente dos dispositivos de estado sólido, uma válvula possui elementos internos delicados e muito sensíveis à vibração, principalmente quando aquecidos, que podem entortar e não mais voltar à sua posição inicial. Apesar do material interno ser basicamente níquel e suas ligas (muito duras e resisitentes) a movimentação constante do equipamento deve ser evitada a todo custo.
  • Ansiedade.
Soluções.
  1. Estabilizador de tensão na rede elétrica. O investimento em um estabilizador (ou UPS) é baixo em comparação ao que foi investido na aquisição dos seus equipamentos high-end: pré-amps, amplificadores, caixas, cabos, etc.
  2. Redesenho das fontes de alimentação. Já está em andamento o re-projeto da fonte de alimentação dos JUNOs com a inclusão de reguladores MOS-FET para garantir a estabilidade das tensões de alimentação dos circuitos em caso de flutuações da rede. Com estas duas medidas, os problemas ocasionados pelas falhas na rede elétrica serão minimizados, senão eliminados.
  3. Antes de efetuar o pedido, o cliente tem que se certificar se sua rede elétrica é estável (mesmo que seja um valor de tensão baixo ou alto, porém estável. É possível enrolar o transformador de força de modo a compensar esta variação, caso não se vá investir em um estabilizador). Avise no momento do pedido se a rede é estável, ou não!
  4. O envio por transportadoras é sempre traumático! O ideal seria a retirada do produto em mãos, mas como isto não é possível na maioria das vezes, enviamos o produto embalado da melhor forma possível com as válvulas embaladas em separado e individualmente para que sejam colocadas em seus respectivos soquetes pelo cliente em seu destino final.
  5. Uma vez montado em seu destino, evite-se ao máximo a movimentação do produto. Como dito anteriormente, um equipamento high-end não foi projetado com a mesma filosofia de equipamentos para uso automotivo. Fiação ponto-a-ponto e cruzamentos a 90° para cabos que levam o sinal de áudio não permitem que alguns fios sejam "amarrados" aos demais para aumentar a rigidez do chicote elétrico. Tudo isto gera algumas frgilidades que devem ser respeitadas para que o equipamento opere sem problemas.
  6. Quanto à ansiedade meus caros, tentem se controlar. Façam Tai-chi Chuan ou Yôga. O equipamento só vai seguir para o seu destino quando estiver 100% confiável. Se a ansiedade bater forte, podem telefonar, mandar e-mail, postar no HT Forum etc... Você adquiriu uma peça única. Não é um equipamento de série. É um equipamento "estado-da-arte", que além da estética agradável, funciona tocando música!
Em resumo:
  • As medidas de projeto já estão em andamento. Em breve estará anunciado no website a nova versão do JUNO com MOS-FETs reguladores.
  • Utilize um estabilizador ou UPS para ligar seu equipamento high-end.
  • Uma vez colocado no seu rack, só movimente-o em caso de extrema necessidade.
Seguindo estas premissas, tenho certeza de que seu equipamento só será lembrado pelas horas de prazer que você dispendeu ouvindo música!
Atenciosamente,
Luciano

http://www.amplificadores.com.br/

domingo, 17 de janeiro de 2010

O tempo que leva.

Meus caros amigos clientes,
Na sexta-feira passada um dos meus clientes ligou aflito querendo saber quando iria receber seu equipamento.


Confesso que, na posição dele, estaria fazendo a mesma pergunta e ainda mais, estaria ansioso e insone na expectativa de ligar um novo equipamento ao meu set de áudio só para ver o que mudou e curtir cada nota emanada do meu par da caixas ou par de fones.
Diante disto e, como alguns não conhecem de perto o processo criativo envolvido na confeção dos nossos produtos, vale uma breve explanação:
Quando o cliente entra em contato conosco, incia-se um processo de empatia, onde tento aprender o máximo possível sobre o gosto musical e estético do novo cliente.


Trocamos e-mails, conversamos ao telefone e alguns, que moram na Grande SP, até me visitam e conversamos ao vivo.
Depois de definido o desenho básico da aplicação, inicia-se o processo de escolha da matéria-prima para a construção do equipamento. Levamos em conta a posição geográfica e climática para determinar o melhor tipo de madeira e acabamento interno, a necessidade ou não de refrigeração extra, se existe ou não o condicionamento de sinal da rede elétrica, aterramento nativo no local, etc.
Em seguida vem a escolha do "look" do equipamento, qual a madeira que será utilizada no folheamento. Quando estou à procura de determinada folha, esta atividade não se restringe apenas à escolha da "folha de nogueira, carvalho ou maple". Escolho dentre dezenas de folhas, a que apresenta os veios mais bonitos e que realcem o aspecto natural da madeira, isenta de furos, fungos, rachaduras, emendas, etc.
No processo de folheamento (veneering), preciso deixar o gabinete isento de irregularidades antes de aplicar as folhas. Após a montagem básica em madeira tratada, aplico massa F-12 para corrigir todas as imperfeições de cada uma das faces do gabinete, depois todo o conjunto é lixado com 3 graduações de lixas para só então, aplicar a primeira camada de cola de contato.


Aplico a cola em ambas as superfícies: na folha cortada no tamanho desejado em função da superfície a cobrir e na face a ser coberta. Deixo secar entre 10 e 15 minutos no mínimo para então fazer a adesão das duas superfícies, sempre pressionando do centro para as bordas de modo que não se formem bolhas de ar internas.
Após facear as 12 superfícies, é feito o acabamento com 2 graduações de lixas (200 e 400) antes da aplicação da primeira camada de seladora à base de nitrocelulose. Após 2 horas secando ao ar livre na sombra e com baixa umidade relativa do ar para que a seladora não fique esbranquiçada, passo a palha-de-aço fina para tirar qualquer eriçamento das fibras causadas pela viscosidade da seladora. Depois desta etapa, mais 3 demãos de seladora com diferentes diluições no "Thinner" complementam o trabalho.
Então é aplicada a cera natural à base de hidrocarbonetos e carnaúba, responsável pelo aspecto natural dos gabinetes acabados.


Inicia-se então o processo de montagem dos circuitos eletrônicos. Quando os Correios e fornecedores colaboram, em 15 dias, tenho sobre a bancada todos os componentes necessários.


Monto cada uma das placas de circuito impresso que fazem parte do equipamento de maneira individual testando cada componente antes e depois de inserido e soldado. Após a montagem se completar, passo aos testes em vazio da placa montada, testando suas funcionalidades "stand-alone". Se estiver tudo OK, passo então para a montagem das placas seguintes fazendo o mesmo processo.
Após este longo processo de "teste de componentes-montagem-teste de placa" para cada uma das placas, passo à fase seguinte que consiste na montagem dos face-plates e demais estruturas metálicas.


Com as folhas e chapas de alumínio, telas de aço e placas de vidro e acrílico cortadas nos tamanhos especificados para um dado equipamento, passo à etapa de furação em função da distribuição dos componentes internos, sempre levando em conta a propagação do calor, ruídos e interações eletromagnéticas entre a rede AC, transformadores, fiação e a fonte de áudio, bem como a propagação de vibrações e oscilações mecânicas que podem levar todo o conjunto a apresentar problemas de microfonia, hum-noise e hiss-noise, só para citrar os mais comuns.


Chega o momento de juntar tudo: gabinete acabado, placas montadas e testadas e os fechamentos diversos (face-plates top e bottom, suportes de acrílico iluminados, visores de vidro etc). Nesta etapa, todo o esmero e calma são fundamentais pois uma escorregada com uma chave de fenda pode riscar o gabinete de fora-a-fora comprometendo todo o resultado final.


Resta então fundir as proteções dos knobs em resina acrílica ou poliéster e acrescentar os knobs e demais acabamentos estéticos tais como parafusos de aço-inox (onde necessário) ou bi-cromatizados à fogo, plaquetas de número de série e logomarca em latão polido e escovado.


Liga-se o equipamento "recém-nascido" á uma tomada e, por 100 horas ininterruptas, são avaliados diversos aspectos antes que o mesmo seja embalado e enviado ao cliente final.


Isto tudo leva o tempo que for necessário.


Nem mais, nem menos.


Sei que do lado de lá, os clientes ficam ansiosos e numa enorme expectativa, mas tenham certeza, todos vocês que, o que sai do nosso laboratório, só sai daqui se eu tiver o orgulho de apresentar aos meus amigos pessoais o que acabou de ser fabricado.


Cada peça é manufaturada individualmente e só deixa a minha bancada se tiver os requisitos básicos estéticos e sonoros como se fosse equipar o meu próprio set de equipamentos.


Portanto, quando me perguntam em quanto tempo o equipamento estará pronto, só posso dar uma estimativa, pois pode chegar determinada etapa e, por um motivo ou outro, não me agradar o que vi ou ouvi então começo tudo de novo, do zero se necessário, sempre procurando o melhor possível (aliás, sou expert nisto... http://peccerini.blogspot.com/2009/08/1-prologo.html - leitura para quando tiverem um tempo).
Por outro lado, poderia delegar grande parte do processo á terceiros: montagem dos gabinetes, montagem das placas, furação dos chassis, etc, restando à mim, fazer a união de todos os pedaços e colocá-los para funcionar. Pode ser que este dia chegue, em função da demanda, mas enquanto isto não acontecer, estarei fazendo cada etapa do processo como se fosse uma obra de arte...aliás, isto é o que define um equipamento como sendo "o estado-da-arte" não é mesmo?...




Grande abraço a todos e, paciência. Vocês não se arrependerão.




Atenciosamente,




Luciano Peccerini Júnior

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Retomando os trabalhos

Meus caros clientes e amigos,
Recebi ontem a notificação dos Correios sobre meus pacotes de importação.
Estão á minha disposição para retirada.

Hoje recomeço as montagens em ritmo normal e com todos os componentes disponíveis e ao alcance das mãos!

Grande abraço a todos e obrigado pela paciência.

Atenciosamente,

Luciano

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Correios e final de ano

Meus caros clientes-amigos,
Peço desculpas aos que estavam esperando os equipamentos encomendados em Novembro tão ansiosamente.
Os Correios, como sempre, não aguentaram o afluxo de correspondências e encomendas neste final de ano e simplesmente não entregaram minhas importações (fechadas com meus fornecedores em fins de Outubro).
Como tudo por aqui, eles simplesmente alegam que não deram conta e que tudo irá se normalizar nos próximos meses (!!!!).
Diferente de outros países, onde podemos lançar mão de alternativas, no Brasil estamos sujeitos à isto.
É claro que podemos usar um serviço de Courier (UPS, FEDEX, DHL etc) mas à que custas? Nos EUA, a diferença entre o USPS (United States Postal services) e os serviços de Courier, em alguns casos, chega a ser irrisória.

Poderia usar componentes alternativos comprados no mercado local, mas prefiro arcar com o desconforto de atrasar as entregas à despachar produtos que podem ter seu desempenho comprometido por um capacitor de US$1,20...

Grande abraço a todos e, tenham certeza, mais ansioso que vocês esperando a chegada dos contêineres.

Feliz 2010!

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lets help our last source of reliable information!

Caros amigos,
Entrem na webpage da AudioXpress Magazine e ajudem a salvar a última revista para os DIYers amantes das válvulas que ainda está sendo editada. http://www.audioxpress.com/survey.htm

Valeu!

Dear friends,
Take a minute from your time to fill this survey: http://www.audioxpress.com/survey.htm
This action will help our last source of reliable info about vacuum-tubes for our DIYer comunity.

Thanks a lot!

http://www.amplificadores.com.br/