terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cada dia que passa sou mais fã da HP!

Todos já devem saber que sou fã confesso da Hewlett & Packard, hp para os íntimos.

Além das maravilhosas calculadoras, eles sempre fizeram equipamentos de medição e testes "estado da arte", tanto que as Voyager estavam recheadas de equipamentos dos caras! Só para citar uma das aplicações top da NASA, dentre milhares.

Bem, meu oscilador de precisão HP4204A estava com um pequeno probleminha, afinal ele nasceu no mesmo ano que eu, 1967 e precisava de um trato.
Como foi comprado em um revendedor de equipamento usado, eu não tinha o manual de serviço nem o de calibração.



Passei a noite toda ontem, procurando os referidos manuais na web.
Achei no e-bay cópias por US$19,00 (das quais o envio saía mais caro que o produto) e alguns originais começando em US$35,00...this was not an option...

Hoje pela manhã, há alguns minutos atrás, resolvi dar uma gugada só para desencargo da consciência.
Antes de digitar o assunto, lembrei de procurar no site dos progenitores da "criança".

Qual não foi a minha surpresa e satisfação ao encontrar o .pdf completinho da silva no website da Agilent (HP), e ainda com a seguinte nota na folha de capa:

"About this Manual


We’ve added this manual to the Agilent website in an effort to help you support your

product. This manual provides the best information we could find. It may be incomplete

or contain dated information, and the scan quality may not be ideal. If we find a better

copy in the future, we will add it to the Agilent website."


É ou não é para ser fã incondicional dos caras!
Bom, pelo menos no que depender de mim, os equipamentos que produzo têm este espírito "HP" embutidos. Se formos copiar alguém que seja o melhor!

Grande abraço a todos.

http://www.amplificadores.com.br/



Referencias:
http://cp.literature.agilent.com/litweb/pdf/04204-90010.pdf, website da HP com o manual em pdf.
http:// www.belanova.com.br, onde eu encontro alguns equipamentos de segunda-mão em bom estado.
http://www.hpmemory.org/wb_pages/wall_b_page_10a.htm, veja a hsitória dos osciladores de áudio da HP.




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

intel

Olá pessoal,
Abaixo o link do vídeo feito pela  intel onde o V2SE e o JUNO 2 (http://www.amplificadores.com.br/) fazem uma "ponta"...

Grande abraço!


http://vimeo.com/27470860

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

V2 Special Edition - V2SE

Olá meus caros,

O V2 também passou por uma remodelagem à exemplo do JUNO.

As novas funcionalidades foram implementadas de forma experimental em algumas unidades de clientes que se dispuseram a enviar seus equipamentos até o meu laboratório e tiveram a inabalável paciência de aguardar a implementação, os testes, as correções, as modificações e mais testes até que tudo estivesse 100% de acordo com a nossa filosofia de trabalho na incansável busca pela perfeição...
Obrigado à todos vocês!

O resultado desta empreitada está descrito mais abaixo.



O novo V2SE é construído na plataforma do V2 (ST-standard) com a adição de algumas funcionalidades extras.
  1. Faceplate e backplate em aço INOX polido em todas as versões à exceção do V2ST que possui somente 2 entradas.
  2. Módulo multiplexador de entradas (i-MUX) com indicação digital em display de 7 segmentos no frontal mais uma push-button de seleção;
  3. Potenciômetro de volume RK-27 ALPS (opcional em qualquer versão);
  4. Módulo de estado sólido pré-amplificador para toca-discos de cápsulas magnéticas (MM) na entrada "0" que é convertida em "P" no display, para indicar PHONO selecionado;
  5. Módulo gerenciador de entradas/saídas balanceadas padrão XLR- Cannon que converte sinais balanceados em single-ended e vice-versa. 
Os diagramas de blocos para as diversas configurações podem ser vistos abaixo, iniciando-de pela versão standard até a versão mais completa (e complexa) com todos os módulos implementados.
Os valores estimados para cada opção estão discriminados em reais.

V2ST (STandard). R$720,00

V2SM (Standard + iMux). R$855,00


V2SP (Standard + i-Mux + Phono). R$882,00


V2SX (Standard + i-Mux + Phono + XLR). R$918,00


Lembrando que os valores podem ter alteração para mais ou menos em função da flutuação do dólar americano visto que vários componentes são importados sob demanda.

O V2ST não possui faceplate ou backplate de aço Inox pois só tem duas entradas selecionáveis via toggle-switch.

Em breve será lançada uma nova versão com gabinete metálico para os fãs do look high-tech. A versão vintage custom continuará a ser produzida artesanalmente nas minhas oficinas.

Grande abraço à todos!

http://www.amplificadores.com.br/

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Novo JUNO

Olá pessoal!
Estive envolvido em uma série de projetos paralelos e agora estou retomando as atividades full-time.
O primeiro resultado desta nova etapa é o upgrade do JUNO:

Foi feito um "facelift" com algumas mudanças no painel de aço INOX além da adição de um miliamperímetro com backlight azul para medir a corrente de ânodo de cada um dos canais ou a corrente total (indicando o consumo do +B num belo efeito de V.U.).
Um novo circuito de delay-timer para o +B, fazendo com que a alimentação de placa chegue 45 segundos após o início do aquecimento dos filamentos evitando o meléfico metal-stripping.
Novo regulador de alta-tensão a FET garantindo maior estabilidade das tensões internas.
Foi colocado um invólucro cilíndrico sobre o trafo de força equilibrando ainda mais o aspecto estético.
Além disto tudo, a nova versão é equipada com seletor automático bi-volt (127/220Vac).

Em breve será lançado mais uma opção de painel com o gabinete totalmente metálico e enclausurado para os fãs do aspecto high-tech em contrapartida aos adeptos do "vintage look".




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Microfone, o desfecho

Cabelo branco é uma sina...

A gente quando envelhece aprende a notar nas pequenas coisas os sinais sutis que a natureza nos envia o tempo todo.
Quando falei da ausência de "cheiro de novo" no mic que comprei na CNBR do MercadoLivre, não estava exagerando não.

Foi um "c$%#@#´ pra conferir" devolver o tal microfone novo-usado e receber a grana de volta.
Foram uns 20 e-mails explicando o problema, implorando o conserto e pedindo o endereço para devolução.
Depois de conseguir falar com alguém, levei o mic até a sua origem.
Deixei lá para "avaliação".
Uma semana depois recebi uma nota, pra dizer o mínimo, espartana, dizendo: "Seu dinheiro será devolvido."

P@RRA! Isto não resolve o meu problema.
Preciso deste cara para calibrar os amplificadores que fabrico!
Atrasei várias semanas a entrega de alguns produtos por conta da leviandade de alguns picaretas vendendo coisas usadas/pifadas como novas pela Internet!

Virei a Santa ifigênia do avesso e não encontrei o dito-cujo em nenhuma loja física, por isso tive que negociá-lo pela web...

Achei outro vendedor no ML.
Agora estou esperando o novo produto que acabei de comprar.
Vamos ver o que me espera...


No próximo post, o resultado e os esquemas que prometi.

Abraços.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Microfone de referência

Comprei no ML um microfone de calibração ECM8000 da Behringer para usar com o SW Analisador de Espectro da PAS, muito bom e fácil de usar, por sinal.
Chegou via SEDEX na segunda-feira à tarde.
Logo que peguei a caixa senti falta daquele "aura" de coisa nova...é engraçado como nosso nariz nos conta coisas que nem sempre prestamos muita atenção...não tinha cheiro de fábrica (aquele cheiro de plástico+solvente+embalagem nova).*

Não deu outra.

Liguei o mic na Phantom Power e de cara não funcionou.
Melhor dizendo, funcionou só a metade. O sinal do pino 2 (HOT, ou positivo) estava presente, porém o sinal do pino 3 (COLD, ou negativo) estava mortinho da Silva.

Na hora liguei para o negociante do ML e disse o que estava acontecendo.
Tive que ouvir do cara que eu não sabia fazer a ligação...pode?!



Fui obrigado a mandar o esquema eletrônico do mic e explicar ao rapaz pra que servia cada um dos componentes SMD da placa interna!
Mandei tb um pequeno texto explicando pra que serve e como se faz uma conexão balanceada.
Agora será aquela encheção de saco pra conseguir trocar este mic defeituoso, que ninguém me tira da cabeça, era usado.

Como minha esposa sempre diz:

"Todo chato é azarado!"

Isto valeu pra mim que recebi o MIC 1/2 boca e para o cara da CNBR que mandou um mic meia-vida pro cara mais cri-cri do planeta!

That´s it.
Na medida que a história se resolver, postarei o resultado da epopéia e um tutorial de como se monta uma Phantom Power e como testar (de verdade) um microfone balanceado.

Abraços!

http://www.amplificadores.com.br/




*Uma vez ouvi um provérbio que dizia o seguinte:
" - Quando não souber para onde ir, siga seu nariz!"

sábado, 30 de julho de 2011

Estado sólido e potência de verdade.

Fui convidado para fazer 3 projetos para uma empresa fabricante de amplificadores de estado sólido e caixas acústicas de sistemas PA.
Como nunca havia lidado com este público/mercado, à princípio relutei em abandonar (momentaneamente, que seja) meu envolvimento 24h/dia com as válvulas.
Dada a necessidade premente da empresa em colocar um produto "reliable" no mercado, topei a tarefa e coloquei as mãos à obra.
Corrigi os projetos que estavam em produção antes de dar início aos novos projetos (um sub ativo de 300w, um módulo de potência para PA de 300w e uma caixa amplificada para retorno de palco).
Durante as correções, notei que as fontes de alimentação dos produtos (e de TODOS da concorrência) não fechavam a conta...
Potência elétrica é igual ao produto da corrente na carga multiplicada pela tensão sobre esta mesma carga. Simples assim.
Tirei a poeira dos meus voltímetros AC e fui medir tudo que tive acesso nestes dois meses.
Fui em várias lojas e abri vários equipamentos da concorrência.

Em que Universo vivemos?

Só pode ser num universo paralelo onde as leis da física não se aplicam!
Os fabricantes têm a cara-de-pau de colocar etiquetas de 200w em equipamentos que entregam, suando em bicas, meros 65w @ 1kHz e com THD de uns 15%!!!

Finalizei um protótipo de 150w (de verdade com BW de 30Hz ~40kHz, THD 0,1% mais limiter e proteção DC) e entreguei ao meu parceiro, dono do negócio.
Levamos á campo e fizemos vários "blind-tests": ligávamos o ampli na calçada e pedíamos para os "entendidos de platão" falarem quanto eles achavam que tinha de potência saindo dos falantes.
Tivemos palpites de todos os tamanhos, mas a absoluta maioria situou o ampli na faixa de 300 a 600w!!!

Diante da distorção generalizada entre o meio artístico consumidor de sistemas de PA, sugeri duas alternativas ao meu parceiro-cliente:

1) Você pode mentir, na cara-dura, como fazem todos os outros fabricantes, colando uma etiqueta de 400w no ampli de 150 ou;
2) Me pagar pra fazer outro projeto de 70w e colocar uma etiqueta de 150W!

Em qualquer dos casos, a mentira é a única solução de contorno para este problema que se instaurou no Brasil há décadas, onde ninguém mais sabe o que é rms, ou PMPO (sic), ou potência musical (???) e por aí a fora...

E você, caro leitor?!

Compra equipamento pela etiqueta colada ou pelo que ouve e cabe no seu bolso?

Pense à respeito na próxima vez que for adquirir um ampli.


http://www.amplificadores.com.br/