segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tocando fogo em tudo!

Olá meus caros.

Semanas atrás estava de olho em alguns números da AX do século passado (anos 1999 e 2000) quando me deparei com um artigo do CEO da Hagermann Technologies.

O cara descrevia um circuito dedicado á queima de amplificadores, cabos e caixas acústicas.

Fiquei interessado de cara, pois grande parte do meu trabalho na construção dos equipamentos que comercializo, é a preparação e condução dos testes de "burning-in", ou seja, a queima dos equipamentos para eventuais correções e substituições de componentes que apresentem falha-precoce bem como o 'amaciamento" dos circuitos vavulados.

Analizando a idéia, resolvi montar minha versão.

Da idéia original restaram os blocos funcionais e o uso de alguns componentes imprescindíveis, tais como os transistores 2n3604, o modulador Motorola MC1496 e o gerdor de funções monolítico da intersil ICL8036.

Basicamente o circuito se resume à um gerador de ruído branco (white-noise generator), um grador de rampa que faz o gerador de funções variar o modulador de 20Hz a 20Khz (faixa de áudio), um modulador que combina o white-noise com o áudio gerando um sinal de FM aliado à mais um modulador AM que varia a amplitude de tudo isto no tempo mais uma saída pré out (para permitir a ligação de amplificadores que necessitem de queima) L+R e dois canais de 10w de potência integrados para a ligação através de bornes banana, cabos e caixas acústicas. Um ampli de 10w para o canal LEFT e outro idêntico para o canal RIGHT.

Abaixo o esquema geral para quem quisr se aventurar:



Em algumas semanas disponibilizarei a versão comercial: placa de circuito impresso (PCI), kit de placa mais componentes e versão completa montada.
Fiquem de olho no website http://www.amplificadores.com.br/ para maiores detalhes.

Grande abraço.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Crossfeed

Algum tempo atrás um cliente encomendou um Volkano para empurrar seu recém-adquirirdo headphone Senn HD-598.
Após algumas semanas ouvindo seu Senn no Volkano este cliente me ligou dizendo que a separação entre canais o incomodava fazendo com que as gravações, que ele antes só ouvia nas suas caixas acústicas, soassem pouco naturais.

Argumentei que as gravações multi-pistas de estúdio tinham esta tendência, as quais eram minimizadas quando escutamos os dois canais em caixas acústicas numa sala de volume apropriado, porém com fones diretamente nos ouvidos e isolando um canal do outro quase que completamente, isto se tornava um pouco incômodo. É normal.

Sugeri que procurasse na web os artigos do Sr. Linkwitz (aquele mesmo que escreveu sobre os filtros Linkwitz-Riley http://en.wikipedia.org/wiki/Linkwitz%E2%80%93Riley_filter) tratando especificamente deste assunto e que me rotornasse depois de "digerir" exatamente o que acontecia com seu sistema recém-adquirido...
O assunto em questão eram os circuitos tipo Crossfeed, que têm a propriedade de "reduzir" o efeito de separação dos canais estéreo nos fones e fazer com que o palco sonoro se aproxime do que ouvimos numa apresentação ao vivo, onde os nossos sistemas auditivos ouvem o material sonoro separados por "uma cabeça" de distância entre canais.


Após esta semana de estudos, meu cliente ligou de volta e pediu para eu construir um crossfeed para seu sistema.

Aceitei o desafio e coloquei mais algumas facilidades no equipamento além do X-feed em si:

1. Duas entradas separadas e independentes selecionáveis por uma chave de 3 posições com MUTE na posição central. Desta forma poderemos ligar dois ampificadores de fones diferentes e alimentar o mesmo conjunto de headphones para comparação de amplificadores.
2. Chave de inversão de fase 0° e 180° para fazer a comparação do material de um canal com o outro (L + R).
3. Quatro níveis de perspectiva com profundidades de palco diferentes, selecionáveis por um conjunto de chaves rotativas.
4. Dois conjuntos de crossfeed independentes, um para headphones de baixa impedância (<120 Ohms) e um para headphones de alta impedância (>120 Ohms).
5. Chave de by-pass independente por conjunto de crossfeed permitindo a retirada do efeito a qualquer momento.
6. Três conjuntos de saídas para headphones diversos que podem ser ligados ao mesmo tempo para comparação de performance entre eles em relação à mesma fonte sonora.
7. Chaves ON/OFF individuais por saída que desligam os fones em teste e/ou uso
8. Chaves individuais por saída que selecionam o conjunto de crossfeed utilizado (alta-impedância ou baixa-impedância).

O protótipo já está OK, agora é projetar o gabinete, executar as pcbs e publicar o novo produto no website.

Fiquem de olho nas novidades do website.

Cheers!



quarta-feira, 21 de março de 2012

Parou de funcionar. O que fazer?

Volta e meia, algum cliente me liga desesperado dizendo que algum dos seus equipamentos sofreu alguma pane.

Se foi equipamento que eu construí, é só colocar no correio e mandar pro meu lab de volta que conserto sem problemas, afinal a garatia vitalícia serve pra isto mesmo.

A coisa pega quando é equipamento de terceiros...

Eu gostaria muito, mas muito mesmo, de dar toda a atenção e carinho que dou aos meus equipamentos, consertando equipamentos que fazem meus clientes tão felizes quanto os meus equipamentos o fazem, porém é humanamente impossível que eu dispenda este tempo e ainda continue levando o meu negócio de projetar e fabricar equipamentos para High-End Audio.

Pensando nisto, conversei com um amigo que recorro quando estou sem tempo para mexer nos meus equipamentos de áudio (de terceiros, é lógico) e instrumentos de teste e de bancada.

É o Fábio Ferrari.  ferrariffc@yahoo.com.br

O pai dele está no negócio há uns 50 anos, consertando rádio-estações e equipamentos de testes, e ele se especializou em áudio há uns 15 anos, pelo menos.

Se forem conversar com ele, comentem que leram por aqui a referência.

Lembrando: ele e o pai não são assistência autorizada de nenhuma marca. São dois apaixonados pelo que fazem, como eu, e se desdobram para colocar o que quer que seja em ordem novamente. Na grande maioria das vezes, dá certo!  ;-)

Grande abraço à todos e fica a dica!


PS.: trafos "difícieis", mando neste cara:
guidotransformadores@ig.com.br, tel 11 4474-1909



Att

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Curvas de equalização para discos de vinil e o que vem por aí.

Hoje estava finalizando as novas placas de circuito impresso dos Phono Experience nrs 4 e 5 quando encontrei uma nota de aplicação da PHILIPS para o integrado NE5532 (AN142 Audio Circuits using the NE5532/3/4), dando as diretrizes para a construção da rede de equalização RIAA e NAB.

Alguns clientes reportaram que a resposta RIAA dos meus equipamentos estava um pouco aquém do esperado.
Fazendo as perguntas de praxe, descobri que alguns deles, estavam usando discos antigos de 45 e 78 rpm, bem como alguns discos com equalizações que foram padrão no passado.

Como fica impraticável do ponto de vista econômico projetar um pré-amp de baixo custo que cubra todas as possíveis equalizações disponíveis além da RIAA (usada atualmente e que cobre 99% dos LPs disponívies nas prateleiras dos clientes), resolvi repassar os artigos abaixo e as referências para estudo dos mais ávidos e entusiasmados vinyl-lovers.

Com estas informações e com uma conexão SEND-RETURN que providenciarei para os novos modelos do Phono Experience, será possível a ligação de um equalizador gráfico de 32 bandas (que está na minha lista de pendências e projetos para 2012) para fazer a equalização manual de qualquer LP, EP, compacto etc, que venha a cair nas suas mãos.

Os textos são em inglês, bem como as referências. Me perdoem.
O tempo é escasso.




" The following charts provide the equalization curves required for the accurate playback of early LPs and all electrical 78s. Starting in 1955, all LPs use the standard RIAA curve, which is built into all new preamplifiers. Acoustic 78s were made without any equalization.
Use of these equalization curves during playback requires either an older preamp or a specialized equalizer such as the Owl I Mono Restoration Module. The equalization can also be roughly approximated with a graphic/octave equalizer.
This information is taken from several sources: the "Dial Your Discs" chart which appeared in High Fidelity magazine during the early 1950s, the chart provided by Owl Audio, the chart compiled by James R. Powell, Jr. and published in the ARSC Journal, and the jackets of various early LPs.
"Turnover" (col. 2) is the frequency below which the record manufacturer diminished the bass when mastering the disc, requiring a corresponding boost during playback. In the chart, turnover is stated using the name of the recording curve, as given on most older preamps; a list of these curves and their turnover frequences is at the end of the chart. Where a specific turnover is not available on the Owl I, the preferred setting is given in parentheses.
"Rolloff" (col. 3) is the amount of treble cut at 10 KHz required during playback to compensate for preemphasis added during disc mastering. In the chart, rolloff is stated in dB; where a specific rolloff is not available on the Owl 1, the preferred setting is given in parentheses.
These are the "official" equalizations, but there may be considerable variation from one company (or disc) to another, especially with 78s. Adjustments can be made using the tone controls or even alternate equalization curves: increase turnover if the bass sounds too thin, and Increase rolloff if the treble is too strong.

Equalization Chart for Pre-1955 LP Records

Turnover - Rolloff

Angel NAB -12 dB

Audio Fidelity NAB -16 dB

Bach Guild (501-529) NAB -16 dB

Bartok 301-304, 309, 906-920 629 Hz (500) -16 dB

Boston COL -16 dB

Caedmon 1001-1022 629 Hz (500) -16 dB

Capitol AES -12 dB

Capitol-Cetra AES -12 dB

Cetra-Soria COL -16 dB or AES -12 dB

Colosseum AES -12 dB or COL -16 dB

Columbia COL -16 dB

Concert Hall AES -12 dB or COL -16 dB or (until 1954) RIAA -8.5 dB

Decca AES -12 dB

Decca (until 11/55) COL -16 dB

Decca FFRR (1951) 300 Hz (250) -14 dB

Decca FFRR (1953) 450 Hz (500) -11 dB (-8.5)

Ducretet-Thomson 450 Hz (500) -11 dB (-8.5)

EMS 375 Hz -12 dB

Epic (until 1954) COL -16 dB

Esoteric AES -12 dB

Folkways COL -16 dB

Haydn Society COL -16 dB

HMV COL -16 dB

London (up to LL-846) 450 Hz (500) -11 dB (-8.5)

London International 450 Hz (500) -11 dB (-8.5)

Lyrichord COL -16 dB or AES -16 dB new: 629 Hz (750) -16 dB

Mercury (until 10/54) AES -12 dB

MGM NAB -12 dB

Oceanic COL -16 dB

Oiseau-Lyre (until 1954) COL -8.5 dB

Overtone NAB -16 dB

Polymusic NAB -16 dB

RCA Victor (until 8/52) NAB -12 dB

Remington NAB -16 dB

Urania (most) COL -16 dB

Urania (AES eq) AES -12 dB

Vanguard (411-22, 6000-18) COL -16 dB

Vox (until 1954) COL -16 dB

Westminster (before 1956) NAB -16 dB or AES -12 dB

Equalization Chart for 78 rpm Records

Acoustics 0 0 dB

Brunswick NAB 0 dB

Capitol (1942) AES -12 dB

Columbia (1925) 200 Hz (250) -7 dB (-8.5)

Columbia (1938) 300 Hz (250) -16 dB

Columbia (Eng.) 250 Hz 0 dB

Decca (1934) AES -12 dB

Decca FFRR (1949) 250 Hz -5 dB early 78s (mid-'30s) NAB 0 dB

EMI (1931) 250 Hz 0 dB

HMV (1931) 250 Hz 0 dB

London FFRR (1949) 250 Hz -5 dB

Mercury AES -12 dB

MGM RIAA -12 dB

Parlophone NAB 0 dB

Victor (early 1925) 200-500 Hz -7 dB (-8.5)

Victor (from 1938-47) NAB -7 dB (-8.5)

Victor (1947-52) NAB -12 dB

Equalization Curves by Name

AES 400 Hz (375) -12 dB

FFRR (1949) 250 Hz -5 dB

FFRR (1951) 300 Hz (250) -14 dB

FFRR (1953) 450 Hz (500) -11 dB (-8.5)

LP/COL 500 Hz* -16 dB

NAB 500 Hz -16 dB

Orthophonic (RCA) 500 Hz -11 dB (-8.5)

629 629 Hz (750)

RIAA 500 Hz** -13.7 dB

* modified from NAB: less bass below 150 Hz, requiring about 3dB boost with bass tone control.

** "Very close" to NAB."




Todas as curvas na forma infográfica para o correto ajuste do equalizador de 32 bandas podem ser encontradas no link da referência 2. Reproduzirei de forma detalhada e explicada com o passo-a-passo dos ajustes nos manuais dos PE#4, PE#5 e no Equalizador Gráfico de 32 Bandas, que ainda é um rascunho na prancheta de projetos.

Até o meu produto estar disponível, usem equalizadores disponíveis no mercado (os Behringer, por exemplo) e ajustem conforme as dicas dos gráficos.

O SEND-RETURN que mencionei anteriormente possibilitará a retirada do sinal das cápsulas MM ou MC (high-level ou low-level para ambos os casos) antes da rede de equalização RIAA ou NAB nativas dos meus equipamentos (PE#3, PE#4 e PE#5), desta forma o usuário poderá usar um by-pass nestas redes fixas e usar o equalizador gráfico externamente.

PS.: Notaram o tanto de variáveis que existe no simples ato de tocar um disco? E os gurus-de-plantão vêem reclamar que a curva de equalização está 0,1db fora do padrão, ou que a THD é maior que 0,5%, ou o damping-factor DF do estágio final é muito baixo...tenham dó!

Ouçam. Se gostaram do que ouviram, então está tudo OK!
Os números são para o mundo da razão.
A música, é para o mundo da emoção!

Grande abraço e bom divertimento.



Ref.:













































































































































quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BIAS no JUNO

Alguns clientes tiveram algumas dificuldades em fazer o ajuste de BIAS dos seus amplificadores JUNO.

Quando projetei os JUNO há cinco anos, previ duas opções de uso:
  1. Com as válvulas 6L6GC e família;
  2. E com as EL34 (6CA7) e parentes.
Em ambos os casos, o cliente me avisava qual válvula tinha preferência pelo timbre que eu montava o circuito do regulador negativo de BIAS conforme a especificação do manual para a respectiva válvula.
Nestes anos, começaram a me perguntar sobre a possibilidade de usar um quarteto ou outro, 6L6 ou EL34. Mudei então o circuito do regulador para admitir o ajuste para as duas famílias.
A grande maioria dos audiófilos têm uma certa afinidade com a eletrônica e faziam os ajustes sem grandes problemas. Porém alguns deles não conseguiam deixar tudo 100%. Ou faltava ferramental ou faltava habilidade (melhor dizendo, habilitação).
Voltei para a prancheta e refiz os circuitos para deixar tudo mais fácil.
Isto foi há 3 anos.

Final do ano passado.
Recebi um JUNO para upgrade estético e checagem e calibração das fontes.
Com esta história do BIAS em mente, pedi para um amigo (dentista) que não entende nada de elétrica, fazer o ajuste. Foi um desastre. Acertava um lado, descalibrava o outro. Esquecia onde tinha mexido. Fazia duas vezes o mesmo ajuste. Ignorava o lado oposto...e tudo isto com o descritivo aberto em cima da mesa e usando minhas ferramentas e instrumentos específicos.

Passei a borracha de novo e resolvi simplificar ainda mais.

Agora os JUNOs têm um conector DIN5P-F (padrão DIN de 5 pinos fêmea) sob o chassis, onde os pontos de teste estão disponíveis. Os próximos JUNOs que montar, terão mais um DIN na parte posterior onde, além do BIAS, poderão ser checadas as tensões internas de trabalho: +B (alimentação da potência), +V (alimentação do pré e phase-splitter), +S (Screen Grid) e filamentos.
Com estes dois conectores acessíveis e os sinais disponíveis, será tarefa simples fazer um diagnóstico rápido em caso de alguma falha.

Para o ajuste de BIAS agora:

Serão necessários os seguintes equipamentos:
1) Um ou dois multímetros (voltímetros) com escalas de 2V e 200mV. Melhor se tiver uma terceira escala de 20mV;
2) Uma lanterna pequena;
3) Uma chave de fenda com haste isolada (se não tiver, passe fita isolante na chave que tiver, com pelo menos 10cm de haste);
4) 2 pedaços de fio fino isolado para ligar os terminais do voltímetro aos pinos do conector DIN. Se for usar dois voltímetros ao mesmo tempo (melhor condição) providencie 4 pedaços de fio.
5) Conector DIN5P-M com cabos e terminais para facilitar ainda mais o trabalho de ajuste. Darei a dica de como construí-lo mais adiante no ANEXO.


Este é o procedimento:
1) Com o equipamento desligado, posicioná-lo com o lado inferior voltado para cima apoiado no transformador de força e tomando cuidado para não apoiar nas válvulas de saída.
2) Conectar os cabos das caixas acústicas ou da carga resistiva, se tiver uma para usar no lugar dos alto-falantes. (Veja a série completa dos artigos sobre este assunto em http://hollowstate.blogspot.com/2011/09/dummy-load-e-wattimetro-para-audio.html).
3) Conectar RCAs macho em curto, se os tiver, para garantir zero sinal de entrada. Se não tiver, pode deixar as entradas (RCAs fêmea) em aberto em ambos canais.
4) Posicionar a chave de NFB (Negative Feedback) na posição central = 0db de realimentação.
5) Setar a chave de MODE (operação Triodo, Pentodo ou Ultra-Linear) na posição Pentodo ou U.L., conforme o modelo. Nesta posição as correntes são bem menores, facilitando o ajuste.
6) Cerifique-se que todas as válvulas estão em seus lugares e soquetadas até o final.
7) Conecte o adaptador DIN5P-M se estiver usando, ou os fios de medição no soquete DIN5P-F, respeitando os pinos: 1-4 para o canal direito (R) e 2-5 para o canal esquerdo (L).


8) Se estiver usando multímetro digital, não se preocupe com a polaridade. caso seja analógico atente para a direção do ponteiro e começe numa escala alta, 20Vdc por exemplo!


9) Ligue o(s) multímetro(s) no(s) fio(s), ou nos conectores de teste.


10) Ligue o amplificador. Em 15 ou 20 segundos a leitura se estabilizará.
11) Ilumine o interior do JUNO pelo furo central e ajuste o BIAS pelo furo lateral.


12) Escolha um canal para começar. Coloque a chave de fenda no orifício até atingir a fenda do knob do potenciômetro de ajuste.
13) Gire lentamente em um sentido ou outro até obter a leitura mais baixa possível (negativa ou positiva, não importa).
14) Mude a escala do voltímetro para 200mV ou até 20mV se for o caso e continue ajustando lentamente para a menor leitura.
15) Após achar o ponto mais próximo de 0V, refaça os passos desde o passo 12) para o outro canal.
16) Após ajustar os dois canais (passos 12 a 15) espere 30 minutos e repita mais uma vez a sequência 12 a 15 para ambos os canais.
17) Pronto, o BIAS está ajustado.

Sempre que trocar um válvula, um par, um trio ou mesmo o quarteto todo, refaça estes ajustes.
A cada 2 anos dê uma checada nos valores. Se tiverem escapado mais de 20%, refaça os ajustes.
Você notará que as válvulas precisam ser trocadas quando não conseguir fazer com que o par trabalhe em torno de +/-18mV, com variação admissível de 10% para estes valores.
Não importa o que digam, se você fizer direito, não precisará trocar todas as válvulas quando uma delas pifar. É só trocá-la e fazer o ajuste do conjunto para a nova condição.
Economize $$$ com troca desnecessária de válvulas para comprar outros equipamentos, e colocar mais diversão na sua vida!

18) Desligue a chave ON/OFF e espere o ampli esfriar para manuseá-lo.
19) Volte para a posição normal de trabalho.
20) Reconecte tudo e, bom divertimento.


ANEXO:
Para montar o conector DIN de testes você precisará: 1 plugue DIN de 5 pinos macho para montagem em cabo, 2 pedaços de fio paralelo vm/pt e 2 terminais de conexão para caixas acústicas. Custo total R$10,00.
Abaixo a montagem:











News JAN 2012

Olá meus caros clientes e amigos,

Conforme comentei na página inicial do website (http://www.amplificadores.com.br/), estive atarefado correndo atrás das atualizações dos equipamentos em função do feedback dos clientes nestes últimos dois anos de atividades.
É a terceira rodada do PDCA que a LPJ Audio se submete, sempre visando a melhoria contínua dos porcessos, produtos e serviços.
Abaixo uma prévia do que há de novo.

Vamos lá.
  • O Amplificador para Headphones Híbrido H2HA-Andromeda foi finalizado e testado. Possui um front-end valvulado responsável pelo ganho de tensão e enriquecimento harmônico (pelo fato de ser valvulado) e um back-end de estado sólido usando a topologia de amplificador diferencial de corrente com altíssimo slew-rate (1300V/us) e alta capacidade de fornecimento: 500mA sobre carga de 25Ohm, totalizando 12w de áudio puro, linear e cristalino. Agora qualquer fone eletrodinâmico pode ser excitado aos seu máximo. O Volkano continua sendo a opção 100% valvulada para fones de alta-impedância.
  • O Phono Experience # 4 também saiu da prancheta. Agora a série Phono Experience tem uma versão com entrada para cápsulas tipo Moving-Coil (MC) além das Moving-Magnet (MM) que normalmente eram indicadas para uso com o PE#3 standard. É uma versão híbrida pois o front-end amplificador de alto ganho (60db para MM e 72db) usa amplificadores operacionais com tecnologia J-FET de baixíssimo ruído em configuração star-ground similar ao utilizado nos amplificadores de instrumentação para os baixíssimos níveis de sinal dos extensômetros.

Concepção dos novos painéis metálicos
  • Na cola vem o Phono Experience # 5 que será um Preamp para Phono 100% valvulado com entradas para MC tipo high-level/low-level e também para cápsulas tipo MM. Além disto o PE#5 terá a opção de ajuste da impedância de carga das entradas com um setup de 4 opções para C e 4 opções para R, cobrindo o range de 27pF a 120pf e 22k a 100k Ohm, compatível com 99,9% das cápsulas disponíveis no mercado.
  • Novos gabinetes metálicos com frontal usinado em alumínio de 8mm de espessura anodizado ao natural e caixa metálica blindada de aço com pintura epóxi eletrostática. Spikes e rods de apoio completam o novo gabinete além da chave ON/OFF iluminda em azul com dupla isolação tipo IP-65 em aço inox escovado.
  • Dois novos fornecedores de transformadores foram desenvolvidos para servirem de alternativa aos trafos convencionais que estavam com dimensionamento no limite. Novos materiais e técnicas construtivas permitirão a otimização de potência e dissipação de calor para o mesmo peso e volume.
  • Todos os produtos passaram a ter a opção bi-volt (110Vac ou 220Vac).
  • Ao longo do primeiro semestre mais duas novidades: JUNO monobloco e JUNO com pré-amplificador integrado. Em breve, um descritivo do que vem por aí.

Grande abraço à todos!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Phono Experience # 4 - parte 2

Semana passada um cliente, gentilmente, me trouxe seu PE#3 para submetê-lo à "cirurgia" de conversão para o PE#4.

...corajoso o cara. Transformar seu produto, que não custou barato, num protótipo...é claro que terá suas compensações!

Implementei o protótipo pré-amplificador do estágio para cápsulas MC (Hi & Low).
Foram adicionadas três chaves: uma para fazer a seleção do tipo de cápsula. MM ou MC. A segunda para selecionar o tipo de cápsula: Hi ou Low. E a terceira chave para retirar do loop de amplificação o módulo de pré de estado sólido, tornando o PE#4 novamente no PE#3, 100% valvulado.

Para fazer o protótipo do B. virar um produto reliable terei que projetar uma nova placa de circuito impresso para o PE#3 contemplando todas estas novas funcionalidades, além de mais algumas.
Bem, uma vez que terei que refazer várias coisas, resolvi buscar na minha biblioteca pessoal da MJ-Magazine ( http://www.seibundo-shinkosha.net/products/list.php?category_id=9 ) referências dos preamplificadores de Phono que os japoneses andam fazendo e vendendo por lá.
Levando em conta que os caras são os pais da matéria em termos de amplificadores valvulados, separei algumas idéias interessantes que serão devidamente adaptadas (em função do nosso mercado local) e implementadas na versão final do PE#4.

Além das opções de chaveamento já mencionadas estou pensando em acrescentar um jogo de entradas extras para quem tem mais de um tonearm por plate ou mesmo mais de um TD e costuma ouví-los simultaneamente para comparações.
Acrecentarei um sistema com DIP-switches que permitirá compor a impedância R-C de entrada do preamp para que haja a MTP entre a cápsula e o estágio de entrada garantindo o correto casamento das impedâncias.
Além destas melhorias, os novos modelos serão oferecidos em gabinetes de alumínio usinado e anodizado.
Para quem gosta do visual vintage, é só avisar no momento da aquisição que continuarei fazendo sob encomenda os gabinetes de madeira revestidos com madeira de lei.

Bem, como não poderia deixar de ser, já que estou acertando algumas coisas, porque não completar o portifólio com um produto que tenha tudo o que foi descrito acima e que ainda seja 100% valvulado?

Isto mesmo.
Está na prancheta (hoje em dia no meu notebook*) a idéia inicial para o Phono Experience # 5.
Por enquanto é só um rascunho, mas à medida que evoluir, postarei o andamento por aqui.




Grande abraço e um ótimo 2012 à todos!


*...minha régua "T" original foi-se há tempos, roubada do meu armário da ETI Lauro Gomes nas férias de verão de 1984, mas as pranchetas ainda estão no meu laboratório. Uma original  com revestimento verde-claro e tudo, a outra troquei o tampo por uma placa de vidro temperado que uso como mesa de escritório...